PORTUGAL, A DIVIDA E O DESGOVERNO
No final de 2014, 16 Estados-membros
apresentaram uma dívida pública acima dos 60% do PIB, com Portugal a
registar o terceiro maior valor (130,2%), depois da Grécia (178,6%) e da Itália
(132,3%).
As dívidas mais baixas foram observadas na
Estónia (10,4% do PIB), Luxemburgo (23,0%), Bulgária (27,0%) e Roménia (39,9%).
A dívida era de 91,1% do PIB na zona euro
no final de 2014, face aos 92,1% de 2013, enquanto no conjunto dos 28
Estados-membros os 85,5% comparam com 86,8% do ano anterior.
Segundo o gabinete de estatísticas da UE,
a dívida pública portuguesa era, no final de 2013, de 129% do PIB.
IN: Notícias ao Minuto,
21/10/2015
Isto tudo, em Portugal,
onde quase desaparece a classe média, os pobres cada vez mais pobres, os ricos
cada vez mais ricos, os jovens qualificados são obrigados a emigrar, cada vez
se morre mais causado pelos cortes na saúde, etc. etc. etc.
Portugal, liderado por
um Governo que justificava tudo isso pelo equilíbrio orçamental.
Sem sucesso.
E não culpem de tudo o
Sócrates. A Dívida pública de 2013 para 2014, apesar de todos os sacrifícios dos Portugueses, sobretudo dos mais carenciados, continuou a subir, e a de 2015 vai pelo mesmo caminho.
Mas os amigos dos amigos
do Governo enriqueceram.
APOSTA NA DÍVIDA PORTUGUESA
ENCHE COFRES DE BPI E BCP
Elevado retorno das Obrigações do Estado
deverá permitir um terceiro trimestre mais positivo para dois dos maiores
bancos privados. Previsões do Deutsche Bank dão sinais de otimismo.
ECONOMIA OBRIGAÇÕES
- 20/10/15 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
Os ganhos com a dívida portuguesa vão
permitir um terceiro trimestre positivo para o BPI e Millenium BCP. A conclusão
é revelada pelo Deutsche Bank numa nota de investimento a que o Jornal de
Negócios teve acesso: "O impacto positivo da redução dos spreads da dívida
no terceiro trimestre dará um impulso à maioria dos bancos ibéricos".
Segundo o banco alemão, a negociação de
Obrigações do Tesouro deverá trazer boas notícias "tanto no que se refere
ao valor líquido dos ativos, como ao rácio de capital, mas também
potencialmente para ganhos superiores de negociação".
O analista do Deutsche Bank, Raoul
Leonard, aponta o BPI e o BCP como os grandes vencedores, por serem dois dos
bancos ibéricos que "não filtram os ganhos não realizados na carteira de
ativos para venda".
Com os títulos de dívida portuguesa a
proporcionarem o terceiro maior retorno em todo o mundo, apenas atrás de Grécia
e Itália, os bancos liderados por Nuno Amado e Fernando Ulrich deverão
aproveitar para fechar o terceiro trimestre de 2015 com contas positivas.
O Deutsche Bank aponta para lucros de 41
milhões de euros no Millenium BCP, invertendo os prejuízos da mesma altura do
ano passado; para o BPI os ganhos deverão ser de 37 milhões de euros, valor que
dará continuidade à tendência positiva na banca portuguesa desde o início do
programa de compra de ativos do Banco Central Europeu.



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