quarta-feira, 9 de novembro de 2016

DONALD TRUMP, A AMÉRICA E O MUNDO
Donald Trump é o novo Presidente dos Estados Unidos da América.
Aquilo que o mundo não esperava; mas receava, aconteceu.
Sendo certo que quando a América espirra, o resto do mundo constipa-se, a confirmar-se o tipo de discurso do candidato, temos de nos preparar para tempos muito difíceis na política, na economia, na paz, nos direitos humanos, etc.
Ainda assim acreditamos que a sua prática política como presidente não vai ser igual ao seu discurso político enquanto candidato.
Não adianta culpar o povo americano por este resultado nefasto. Aqui na Taberna ouvimos muita gente chamá-los de burros, etc.
Isso é como culpar os árbitros quando o nosso clube perde, ao fazê-lo esquecemos o essencial e assim mostramos incapacidade de avaliar na verdade a culpa disto tudo, de precaver e de resolver.
O resultado das eleições americanas mostrou que o povo está descontente com estas políticas e com estes políticos, e não adiantava mais do mesmo.
Mostrou que quer mudanças, mesmo que seja para pior, com esperança de melhor, já que a manutenção da política actual era insustentável, e assim, elegeu um Donald Trump, com um discurso anti-regime, conservador e protecionista.
E de quem é a culpa disto?
A culpa são as políticas neo-liberais praticadas na política americana, na política europeia, na política portuguesa, etc.
Política amplamente defendida nos meios de comunicação social, essencialmente nas televisões, dominadas pelos grandes interesses económicos e financeiros.
Política sem ideologia, ou melhor, onde a única ideologia é o lucro, capitalista, defensora dos ditos mercados, contra os cidadãos, onde as pessoas são números, onde o desemprego é visto como uma bolsa de trabalhadores disponíveis para serem contratados pelas empresas a preços ainda mais baixos, onde vemos as famílias passarem muitas dificuldades, onde vemos crianças na miséria.
Tudo isto, e muito mais, perante a indiferença da classe dirigente.
Onde os idosos são considerados como a peste grisalha, como aconteceu em Portugal com um deputado do PSD.
Partido Social Democrático que em Portugal é o “testa de ferro” desse movimento neo-liberal do mundo, personificado assumidamente pelas ideias de Passos Coelho e muitos dos seus companheiros.
A União Europeia, onde também outro português do PSD, Durão Barroso, foi figura predominante, e que agora assumiu funções como “Chairman” do Goldman Sachs.

Goldman Sachs que muitos acusam de ser quem manda no mundo, à revelia e com permissão, de governos anti-patrióticos que têm desgovernado em Portugal e por todo lado.
Esta política deste arremedo de governantes, sem pátria, vai abrindo a porta a Trump, a Pen, e a outros que tais.
Depois não se queixem.
Se querem mudar isso, mudem as políticas, pensem nos cidadãos.

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Como sempre falamos em Alpiarça, já que é o foco dos nossos interesses e preocupações, e lembramo-nos dos Cunhas, dos Santiagos, dos Sardinheiros, dos Céus, etc.
Aprendizes de políticos, também sem ideologia, ou com pouca convicção ideológica ou com ideologia neo-liberal, para quem o mudar de Partido, mesmo ideologicamente diferentes, não causa problema nenhum e sempre a falaram de economia, de empresários, de empreendedores, de lucros, de sucesso,
ESQUECENDO O ESSENCIAL,

que tudo isso só pode ser bom, se contribuir para que um povo viva melhor

MAS NÃO VIVE


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