Donald
Trump é o novo Presidente dos Estados Unidos da América.
Aquilo
que o mundo não esperava; mas receava, aconteceu.
Sendo
certo que quando a América espirra, o resto do mundo constipa-se, a
confirmar-se o tipo de discurso do candidato, temos de nos preparar para tempos
muito difíceis na política, na economia, na paz, nos direitos humanos, etc.
Ainda
assim acreditamos que a sua prática política como presidente não vai ser igual
ao seu discurso político enquanto candidato.
Não
adianta culpar o povo americano por este resultado nefasto. Aqui na Taberna ouvimos
muita gente chamá-los de burros, etc.
Isso
é como culpar os árbitros quando o nosso clube perde, ao fazê-lo esquecemos o
essencial e assim mostramos incapacidade de avaliar na verdade a culpa disto
tudo, de precaver e de resolver.
O
resultado das eleições americanas mostrou que o povo está descontente com estas
políticas e com estes políticos, e não adiantava mais do mesmo.
Mostrou
que quer mudanças, mesmo que seja para pior, com esperança de melhor, já que a
manutenção da política actual era insustentável, e assim, elegeu um Donald
Trump, com um discurso anti-regime, conservador e protecionista.
E de
quem é a culpa disto?
A
culpa são as políticas neo-liberais praticadas na política americana, na
política europeia, na política portuguesa, etc.
Política
amplamente defendida nos meios de comunicação social, essencialmente nas televisões,
dominadas pelos grandes interesses económicos e financeiros.
Política
sem ideologia, ou melhor, onde a única ideologia é o lucro, capitalista,
defensora dos ditos mercados, contra os cidadãos, onde as pessoas são números,
onde o desemprego é visto como uma bolsa de trabalhadores disponíveis para
serem contratados pelas empresas a preços ainda mais baixos, onde vemos as
famílias passarem muitas dificuldades, onde vemos crianças na miséria.
Tudo
isto, e muito mais, perante a indiferença da classe dirigente.
Onde
os idosos são considerados como a peste grisalha, como aconteceu em Portugal
com um deputado do PSD.
Partido
Social Democrático que em Portugal é o “testa de ferro” desse movimento
neo-liberal do mundo, personificado assumidamente pelas ideias de Passos Coelho
e muitos dos seus companheiros.
A União
Europeia, onde também outro português do PSD, Durão Barroso, foi figura
predominante, e que agora assumiu funções como “Chairman” do Goldman Sachs.
Goldman
Sachs que muitos acusam de ser quem manda no mundo, à revelia e com permissão, de
governos anti-patrióticos que têm desgovernado em Portugal e por todo lado.
Esta
política deste arremedo de governantes, sem pátria, vai abrindo a porta a Trump, a Pen, e a
outros que tais.
Depois
não se queixem.
Se
querem mudar isso, mudem as políticas, pensem nos cidadãos.
***********************
Como
sempre falamos em Alpiarça, já que é o foco dos nossos interesses e
preocupações, e lembramo-nos dos Cunhas, dos Santiagos, dos Sardinheiros, dos
Céus, etc.
Aprendizes de políticos, também sem ideologia, ou com pouca convicção ideológica ou com ideologia neo-liberal, para quem o mudar de Partido, mesmo ideologicamente diferentes, não causa problema nenhum e sempre
a falaram de economia, de empresários, de empreendedores, de lucros, de
sucesso,
ESQUECENDO O ESSENCIAL,
que tudo isso
só pode ser bom, se contribuir para que um povo viva melhor
MAS NÃO VIVE
MAS NÃO VIVE


Sem comentários:
Enviar um comentário