GRANDES SENHORES!
Mário
Santiago era o anterior Presidente da Assembleia Municipal. Eleito Deputado
pelos votos na CDU e eleito Presidente com os votos dos Deputados da Bancada da
CDU.
Mais
tarde tornaram-se notórias as suas divergências com a CDU e depois assumiu recandidatar-se
ao cargo, mas desta vez pelo PPD/PSD, através de um suposto movimento
independente, que de independente não tinha cada como agora se constata.
Mário
Santiago logo que esse facto se tornou público, assumiu que iria pedir a
demissão de Presidente da Assembleia.
Achámos
bem, porque ele estava a candidatar-se em oposição à força política que o fez
ser Presidente e em nome da ética era o mínimo que poderia fazer.
Choveram
os aplausos.
Grande Senhor!
Grande Senhor!
Acontece
que depois, nada fez daquilo que prometeu fazer, e continuou sendo o Presidente
da Assembleia até ao momento que entrou em funções o novo Presidente.
Era mentira! Mandou
às urtigas a ética que tanto apregoa defender quando lhe convém.
E
ainda teve o desplante de na cerimónia de transmissão de poderes, ser, no mínimo
indelicado, no máximo outra coisa muito mais feia, com o deputado António Filipe, do PCP, do
mesmo Partido que o Mário ainda representava naquela cerimónia, e que na altura
era Vice-Presidente da Assembleia da República.
Pequeno Senhor!
Pequeno Senhor!
Recentemente
a Deputada do mesmo Partido, Gabriela Coutinho, desagradada com uma decisão do Presidente
da Assembleia, que considerou de anti-democrática anunciou que se iria demitir
e que nunca mais iria comparecer na Assembleia.
Choveram
aplausos pela sua atitude em defesa da democracia.
Grande Senhora!
Grande Senhora!
Acontece
que também era mentira! Depois, não apresentou nenhum pedido de demissão, antes pelo contrário,
assinou como se estivesse em pleno exercício de funções, a palhaçada de uma
Assembleia Municipal Extraordinária, onde nem o mínimo de assinaturas
conseguiram arranjar.
Apetecia-me
dizer:
Pequena Senhora!
Pequena Senhora!
Apetecia-me
dizer sim. Mas não digo.
Seria
comparar o trajecto político de Gabriela Coutinho e Mário Santiago.
E
não são comparáveis.
Gabriel
Coutinho sempre foi uma pessoa coerente na defesa do seu Partido de sempre, sem
mudanças ao sabor do vento.
Merece
algum respeito.
E estamos
solidários com ela, pois os seus próprios colegas de bancada mostraram que não a respeitam, pois nem ao
menos lhe deram conhecimento de que iria ser apresentado novo voto louvor à
GNR, conforme ela própria desabafou no Facebook.

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