quinta-feira, 24 de novembro de 2016

GRANDES SENHORES!

Mário Santiago era o anterior Presidente da Assembleia Municipal. Eleito Deputado pelos votos na CDU e eleito Presidente com os votos dos Deputados da Bancada da CDU.
Mais tarde tornaram-se notórias as suas divergências com a CDU e depois assumiu recandidatar-se ao cargo, mas desta vez pelo PPD/PSD, através de um suposto movimento independente, que de independente não tinha cada como agora se constata.
Mário Santiago logo que esse facto se tornou público, assumiu que iria pedir a demissão de Presidente da Assembleia.
Achámos bem, porque ele estava a candidatar-se em oposição à força política que o fez ser Presidente e em nome da ética era o mínimo que poderia fazer.
Choveram os aplausos.
Grande Senhor! Grande Senhor!
Acontece que depois, nada fez daquilo que prometeu fazer, e continuou sendo o Presidente da Assembleia até ao momento que entrou em funções o novo Presidente.
Era mentira! Mandou às urtigas a ética que tanto apregoa defender quando lhe convém.
E ainda teve o desplante de na cerimónia de transmissão de poderes, ser, no mínimo indelicado, no máximo outra coisa muito mais feia, com o deputado António Filipe, do PCP, do mesmo Partido que o Mário ainda representava naquela cerimónia, e que na altura era Vice-Presidente da Assembleia da República.
Pequeno Senhor! Pequeno Senhor!
Recentemente a Deputada do mesmo Partido, Gabriela Coutinho, desagradada com uma decisão do Presidente da Assembleia, que considerou de anti-democrática anunciou que se iria demitir e que nunca mais iria comparecer na Assembleia.
Choveram aplausos pela sua atitude em defesa da democracia.
Grande Senhora! Grande Senhora!
Acontece que também era mentira! Depois, não apresentou nenhum pedido de demissão, antes pelo contrário, assinou como se estivesse em pleno exercício de funções, a palhaçada de uma Assembleia Municipal Extraordinária, onde nem o mínimo de assinaturas conseguiram arranjar.
Apetecia-me dizer:
Pequena Senhora! Pequena Senhora!
Apetecia-me dizer sim. Mas não digo.
Seria comparar o trajecto político de Gabriela Coutinho e Mário Santiago.
E não são comparáveis.
Gabriel Coutinho sempre foi uma pessoa coerente na defesa do seu Partido de sempre, sem mudanças ao sabor do vento.
Merece algum respeito.

E estamos solidários com ela, pois os seus próprios colegas de bancada mostraram que não a respeitam, pois nem ao menos lhe deram conhecimento de que iria ser apresentado novo voto louvor à GNR, conforme ela própria desabafou no Facebook.

Sem comentários:

Enviar um comentário