sábado, 7 de novembro de 2015


A Comissão Nacional do PS aprovou por larga maioria, como era esperado, o novo programa de governo, já adaptado ao que foi negociado com o Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes.

O documento foi aprovado com 163 votos a favor, sete contra e duas abstenções. Apesar da enorme agitação das últimas semanas e da oposição frontal liderada por Francisco Assis, a Comissão Nacional do PS votou por esmagadora maioria a favor das alterações ao programa de governo do PS. O novo documento já contém todas as alterações - e são mais de 70 - que decorrem das negociações programáticas que existiram com o Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes.

Fica, desta forma, ultrapassada a última barreira a eventual contestação ao acordo à esquerda, já que a Comissão Nacional é o órgão mais importante do PS entre Congressos. Amanhã à noite é a vez da Comissão Política aprovar o acordo político que ainda está a ser negociado com o PCP e que ainda terá de ser aprovado no domingo de manhã pelo Comité Central do PCP.
in "O Expresso"
O Deputado Municipal, pelo Partido Socialista, Miguel Sá Pereira, afirmou no Facebook:
O Partido Socialista revelou hoje uma União Inequívoca em torno do seu Secretario Geral!
O PS mais uma vez faz historia na Democracia Portuguesa.
Historia esta possível quando se trata de pessoas serias que lideram e desenvolvem acordos Políticos com um único objectivo - O BEM DA NAÇÃO -
Convenhamos que este "BEM DA NAÇÃO" não foi muito feliz, poderia ter dito, " BEM DO PAÍS" ou "BEM DE PORTUGAL".
Mas não, escolheu "BEM DA NAÇÃO", precisamente a terminologia usada no antigo regime Salazarista.
A seguir ao 25 de Abril de 1974, oficialmente o "BEM DA NAÇÃO" foi substituído por "BEM DA REPUBLICA".
Mas queremos acreditar  que foi apenas ingenuidade, o Miguel é ainda muito jovem, e certamente este facto até era de seu desconhecimento, e seguramente não foi mal intencionado.
Independentemente do lapso, o importante foi ele ter manifestado apoio ao acordo de esquerda, enfim um acordo de "pessoas sérias", como afirmou.
Nós aqui também achamos.

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