sábado, 14 de novembro de 2015

Alemanha pede para não se misturar ataques com crise migratória
O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, apelou hoje para que não seja feita uma ligação entre os atentados de sexta-feira em Paris e a crise migratória que a Europa enfrenta.
     "Quero fazer este apelo urgente para que se evite estabelecer ligações rápidas com a situação relativa aos refugiados", disse o ministro, frisando que já houve "um nível chocante de ataques contra candidatos a asilo e centros de acolhimento de refugiados".
O ministro falava após uma reunião do gabinete de crise do governo alemão, na qual foi decidido aumentar a presença policial e reforçar o controlo das fronteiras, assim como monitorizar de perto os grupos de extrema-direita.
A Alemanha é uma dos países que mais refugiados deverá acolher em 2015 -- perto de um milhão -- e o significativo aumento da chegada de migrantes ao país intensificou ataques perpetrados por grupos xenófobos.
Pelo menos 128 pessoas morreram, uma delas um português, e 300 ficaram feridas em vários atentados perpetrados por oito terroristas na sexta-feira à noite em Paris.

Depois do lamentável atentado ocorrido em Paris, com dezenas de mortos, já começam a ouvir-se vozes fachistas, procurando relacionar este atentado, cometido por fanáticos, com a questão dos refugiados.
Oiça-se o pedido efectuado por uma voz insuspeita, o ministro alemão do interior.
Felizmente existem ainda vozes sensatas e responder a fanatismos com mais fanatismos é provocar uma guerra sem fim.
Para além de ser altamente injusto para os refugiados.

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